Viver com menos (wardrobe) – parte I

Todas nós já passamos por isso pelo menos uma (?) vez: abrimos o guarda-roupa (cheio), ficamos ali, com o olhar comprido… pensando… passa o marido e pergunta se não queremos algo emprestado dele… e chegamos à conclusão de que não temos nada para vestir. Como eu me levanto muito cedo (5h da matina), e tenho que sair às 7h (preparo café da manhã reforçado, arrumo a cozinha, pratico atividade física, tomo banho, me arrumo bonitinha), faltam minutos para ficar filosofando em frente ao armário. Faço isso na noite anterior, rs.

Há algum tempo descobri o conceito de armário cápsula, ou wardrobe, que surgiu na década de 70 com a estilista britânica Susie Faux: ter poucas roupas de qualidade, que combinem entre si, e não ‘caiam de moda’. Aplicar isso ao meu estilo de vida foi mais uma grande mudança. Não sou consumista, minha dificuldade é o desapego. Tinha roupas bem antigas, e mesmo velhinhas, dava um dó passar para doação… Mas resolvi: baixei o manual de orientação (www.un-fancy.com – só consegui a versão em inglês), preenchi, li várias coisas a respeito, e partiu mudança.

wardrobe
‘manual’do wardrobe que baixei no site

Reservei um dia inteiro (ufa!), tirei todas as roupas e sapatos do armário. Lingerie, pijamas e, para quem usa, roupa de ginástica e de festa, não entram no processo. Olha a montanha (literalmente) de coisas:

roupas
Quase um monte Everest…

Primeiro, separei o que estava em mau estado: desbotado, com bolinhas, torto, apertado. Isso foi para uma sacola de doação. Depois, separei o que uso pouco, aquilo que depende apenas do meu ótimo humor. Quando você só tem roupas que te fazem sentir maravilhosa, o humor não conta muito na hora da escolha.

Sempre fui friorenta, e tinha muita coisa de lã. Entrando na menopausa, isso está mudando. Aproveitei para me desvencilhar do que não estava legal.

Aí, os sapatos. Essa foi difícil. Segundo Constanza Pascolato, no seu livro “Essencial”, os sapatos têm que estar impecáveis. Analisei os meus minuciosamente. Ficaram pouquíssimos. Doei inclusive os de salto alto, que não posso mais usar por conta de um problema no joelho, mas que estavam novinhos.

sapatos
Não couberam todos na foto…

Ah, os acessórios também entraram na brincadeira. Outro sofrimento para doar o que já não estava bom….

Confesso que terminei me sentindo um pouco ‘sem chão’. E agora, será que vou conseguir viver com tão pouco? Aplicarei o wardrobe ou aproveitarei para ‘renovar o guarda-roupa’ e comprar coisas novas? Bem, aguardem o próximo post, pois nele conto se sobrevivi ou não a esse detox!

Provérbios 11:24: Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. 

Sugestão de leitura:

O Essencial – Constanza Pascolato

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *